Dirceu Costa é bisneto de açorianos e filho do senhor Lauro Costa, um outro tropeiro e apaixonado por cavalos.

 

 

 

Veterinário Dirceu Costa e um de seus garanhões.
Uma das características da raça é o tríplice apoio.

Seu bisavô quando aqui chegou, passou a exercer a profissão de pescador em São José da Terra Firme. Na época a tuberculose não tinha cura e muitos imigrantes contraíram a doença nos navios vindos da Europa para o Brasil ou em embarcações de pesca pelo litoral catarinense e temendo contágio, arrebanhou a família e subiu a serra, pois tinha ouvido dizer que o clima do planalto serrano, evitava e curava essa enfermidade.

Seu avô comprou na região um primeiro pedaço de terra e seguiu comprando e agregando uma terra a outra formando assim uma grande gleba. Tendo o tipo físico característico dos açorianos, de pouca estatura e um tanto encorpado, precisava de animais que lhe garantisse um determinado conforto durante as longas horas montado no lombo de cavalos, pelas trilhas dos tropeiros e foi então que optou pelo “Pelo Duro”, antigo nome do cavalo campeiro, dado em virtude da pelagem espessa que cresce nos animais que vivem soltos nos campos e decorrente da exposição ao frio. Quando os Ipês Amarelos florescem, é sinal de que o inverno está acabando e nessa época então, é que os pelos que protegeram os cavalos durante os dias frios do inverno, começam a cair e na região, dizem que o cavalo está a “pelinchar”.

diretamente no desenvolvimento da região e esses portugueses que para cá vieram, também deixaram sua contribuição na região do planalto serrano – ainda que em menor escala –  e mais especificamente onde hoje se encontra as cidades de Lages, Curitibanos, Campos Novos, São Joaquim e outras. Muitas são as famílias que possuem descendência portuguesa e essas pessoas quando chegaram na região, encontraram tudo por ser desbravado e  ainda muito selvagem, tanto quanto era na época, o próprio cavalo Campeiro.

Dócil, resistente a cavalgadas de grandes distâncias e próprio para as lidas do campo, o Cavalo Campeiro é uma ferramenta de trabalho para muitos fazendeiros da região do planalto serrano, onde a linhagem manteve-se pura e livre de consangüinidade, cuidado esse que todos os criadores da raça fazem questão de adotar. Muitos seguem na tradição da criação dos cavalos que vem desde quando os avós e bisavós começaram a selecionar suas tropas e assim continuou sendo ao longo do tempo.